Quarta-feira, 08 de Outubro de 2008




O ser humano faz parte de um todo, por isso ele não é sozinho, embora do todo ele venha a ser apenas uma parte, o que lhe garante a subjectividade e a individualidade, que não permitem que o mesmo se confunda com os demais. Uma pessoa isolada é algo inexistente.
Porque não se auto fecunda, não gera a si próprio nem a outro, nem se traz ou traz a alguém à luz. Enquanto matéria física e consciência, nada pode ser o homem longe das relações com seus semelhantes.
É na relação humana que a pessoa se constrói, se elabora, se reelabora, se completa e se perpetua. É, ainda, nessa relação, que ele se concebe humano. Porém, existir não se limita apenas às relações com o outro, mas, também, a essas.
Existir, acontecer no palco da vida, pressupõe, também, a relação consigo mesmo. E, quanto melhor for a qualidade da auto relação, melhor a relação com os outros. Isto porque as pessoas tratam as outras como tratam a si próprias.
As relações humanas possuem carácter reflexivo, de tal forma que, basta que se observe melhor o outro para que se reconheçam nele.
As pessoas sempre querem de si, e do mundo, tudo o que acredita lhes faltar em seu interior. E sempre que se deparam com tais coisas, ou tentam absorvê-las, para que se tornem partes integrantes de si, ou repudiá-las, para não dar ciência aos outros de que não as possui na alma.
Assim, é preciso o auto amor, o auto respeito, a auto consideração, a auto comiseração, o auto perdão e uma série de outras auto atitudes positivas para que uma pessoa possa oferecer a outra, em sua relação, algo de igual teor.
A atitude de começar qualquer tipo de relacionamento a partir de si mesmo é sempre mais honesta, por possibilitar que só se espere do outro o que ele tem para ofertar; é sempre mais tranquila, por não haver cobranças; é sempre mais respeitosa, por ter-se uma noção mais clara de limitações; é sempre mais duradoura, por haver possibilidade de perdão e compreensão.
Quem cobra muito de si próprio tem uma auto crítica afiada, não possui auto controle, nem nas  suas atitudes, nem nos seus pensamentos, e muito menos auto respeito e auto consideração; auto comiseração.
De forma que nada tem de positivo para somar num relacionamento de qualquer natureza, por estar sempre cobrando, desconfiando, desrespeitando, passando a perna, mentindo e, sabotando, ultrapassando os limites do outro.
É sempre um inconveniente relacional, um chantagista emocional e um manipulador. E essas atitudes são ferramentas para se conseguir do outro aquilo que deve a si próprio.
Mas esta pessoa, eu ou tu, que em muitos momentos pode ser exactamente assim, como esta última, não se trata de um vilão social, mas de alguém que precisa se conhecer melhor, e de se apaixonar por si próprio.
E o melhor do auto amor é que está ao alcance de todos, dependendo apenas de decisão e aprendizado.

......
 texto de Chris
blog Uni versais



publicado por Sou às 19:19
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