Sábado, 06 de Outubro de 2007

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O animus e a anima quando são reconhecidos correctamente e são integrados ao ego, contribuirão para a maturidade do psiquismo. Jung salienta que o trabalho de integração da anima é uma tarefa difícil. Diz ele: “Se o confronto com a sombra é obra do aprendiz, o confronto com a anima é obra-prima. A relação com a anima é outro teste de coragem, uma prova de fogo para as forças espirituais e morais do homem. Jamais devemos esquecer que, em se tratando da anima, estamos lidando com realidades psíquicas, as quais até então nunca foram apropriadas pelo homem, uma vez que se mantinham fora de seu âmbito psíquico, sob a forma de projecções.”

Anima e animus são responsáveis pelas qualidades das relações com pessoas do sexo oposto.  Enquanto inconscientes, o contacto com estes arquétipos são feitos em forma de projecções.

O homem, quando se apaixona por uma mulher, está projectando a imagem da mulher que ele tem internalizada.  É facto que a pessoa que recebe a projecção é portadora, como dizia Jung , de um “gancho” que a aceita perfeitamente.  O acto de apaixonar-se e decepcionar-se, nada mais é do que projecção e a retirada da projecção do objecto externo.  Geralmente o que se ouve é que a pessoa amada deixou de ser aquela por quem ele se apaixonou, quando na verdade ela nunca foi, só serviu como suporte da projecção de seus próprios conteúdos internos.

Para o homem a mãe é o primeiro "gancho" a receber a  projecção da anima, ainda quando menino, o que se dá inconscientemente.  Depois, com o crescimento e sua saída do ninho, o filho vai, aos poucos, retirando esta projecção e lançando-a a outras mulheres o que continua sendo um processo inconsciente.  A qualidade, do relacionamento mãe-filho , será essencial e determinará a qualidade dos relacionamentos, com outras mulheres. Salienta Jung :  "Para o filho, a anima oculta-se no poder dominador da mãe e a ligação sentimental com ela dura às vezes a vida inteira, prejudicando gravemente o destino do homem ou, inversamente, animando a sua coragem para os actos mais arrojados.”

Outros aspectos do relacionamento mãe-filho serão analisados no capítulo seguinte.

 

 

fontes:

Adaptação de texto de Vanilde Gerolim Portillo - Psicóloga Clínica- Pós-Graduada e Especialista Junguiana CRP 06/16672

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