Sexta-feira, 05 de Outubro de 2007

Quando Jung manteve contacto com a obra de Freud, ficou tão entusiasmado com o trabalho deste outro génio que não tardou em conhecê-lo.

A admiração foi mútua, Freud também gostou do jovem Suíço e logo fez dele um dos difusores de suas ideias . O “casamento”, porém,  durou pouco.

Jung mostrava-se inquieto com algumas posições de Freud a respeito, principalmente, da teoria da libido.  Freud, por sua vez, não admitia ver a sua teoria por outro ângulo, não dava abertura para outras interpretações diferentes das dele.

Jung não aceitava as insistências de Freud, de que as causas dos conflitos psíquicos envolveriam algum trauma sempre de natureza sexual.  Freud, por outro lado, não admitia o interesse de Jung pelos fenómenos espirituais como fontes válidas de estudo em si.

O rompimento entre os dois causou profundas mágoas para ambos os lados. Mágoas que, até hoje, notam-se entre os seguidores de ambos.  Não é raro deparamos com críticas sobre um ou outro nos jornais, ou obras literárias ironizando um dos dois.

O rompimento de Jung com Freud, entretanto, acaba por trazer ao mundo um grande benefício.  Jung teve que alçar voo sozinho em busca de respostas para si mesmo e, de certa forma, para provar que suas ideias eram válidas e as de Freud tinham valores parciais, mergulhou no mais profundo de sua alma, conectou-se com seu inconsciente e buscou lá inspiração e coragem parar mudar a face da psicologia.

O ponto crucial do desentendimento entre os dois génios foi ponto de partida para Jung .  Enquanto a teoria de Freud busca as causas, a de Jung busca a direcção , a finalidade.  Enquanto para Freud a libido é somente sexual, para Jung a libido é toda a energia psíquica. 

Nise da Silveira, descreve libido da seguinte maneira: “Libido é apetite, é instinto permanente de vida que se manifesta pela fome, sede, sexualidade, agressividade, necessidades e interesses diversos. Tudo isso está compreendido no conceito de libido. A ideia Junguiana de libido aproxima-se bastante da concepção de vontade, segundo Schopenhauer . Entretanto Jung não chegou a essa formulação através dos caminhos da reflexão filosófica. Foi a ela conduzido pela observação empírica, no seu trabalho de médico psiquiatra.

 

fontes:

Adaptação de texto de Vanilde Gerolim Portillo - Psicóloga Clínica- Pós-Graduada e Especialista Junguiana CRP 06/16672

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publicado por Sou às 23:37
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