Quarta-feira, 03 de Outubro de 2007

 

Interiormente,  mentalmente, psicologicamente, somos em geral muito vulgares, limitados, sob o peso dos conhecimentos adquiridos e da interpretação mental das nossas experiências sob o prisma das nossas crenças e dos nossos dogmas. E temos tantos problemas — problemas de relação, problemas que surgem na vida de cada dia — o que se deve fazer e o que se não deve fazer, o que se deve crer e o que se não deve crer,  a interminável busca de conforto, segurança e de um meio de fuga ao sofrimento — temos tantos problemas que, se os víssemos todos, em conjunto, poderíamos perder as esperanças. Assim, evidentemente, o que se torna necessário, o desejável e essencial é uma mente nova; porque, em verdade, tudo o que tocamos faz surgir um novo problema.

 

 

 Precisamos de uma mente religiosa, uma mente que se depurou de todas as crenças e de todos os dogmas; esta mente é capaz de um percebimento, uma compreensão interior que dá uma certa tranquilidade, serenidade. E, quando a mente está interiormente tranquila, há intenso percebimento de tudo o que se passa fora dela. Isto por que, compreendendo todos os conflitos, frustrações, perturbações, agitações e sofrimentos interiores, ela está serena e, por conseguinte, exteriormente ela se torna intensamente activa, com todos os sentidos bem despertos, capaz, portanto, de observar sem nada desfigurar, de seguir cada facto de maneira não tendenciosa.

 

 

 

 

 

 Krishnamurti



publicado por Sou às 16:15
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