Quarta-feira, 03 de Outubro de 2007

 

 

Na mitologia grega, " Harmonia " era uma deusa que promovia a conjugação das forças opostas. Era  uma dos quatro filhos  do deus da Guerra, Ares, e da deusa do amor e da, beleza Afrodite. Entre muitas outras coisas ela simboliza  também a força harmonizadora dentro de nós,Harmonia é também a ordem divinamente matemática do cosmos.

 

  "Ainda que os opostos fujam um do outro, contudo eles tendem a equilibrar-se, pois o estado de conflito é por demais avesso à vida e por isso não pode conservar-se de modo duradouro."

 

 



publicado por Sou às 19:07

 

 

A mente religiosa não é a mente cristã, hinduísta ou budista, ou pertencente a alguma seita extravagante ou sociedade com fantásticas crenças e ideias; a mente religiosa é aquela que, tendo percebido interiormente sua própria validade, a verdade de suas percepções, sem desfiguração, é capaz de resolver lógica, racional e sã os problemas que surgem, não permitindo que nenhum deles crie raízes. Desde que deixamos um problema lançar raízes na mente, existe conflito; e onde há conflito, está presente o “processo” de deterioração, não só exteriormente, no mundo objectivo, mas também interiormente, no mundo das ideias, dos sentimentos, das afeições.

 

Que pode, então, fazer a mente religiosa? Provavelmente muito pouco. Porque o mundo, a sociedade é constituído de indivíduos ambiciosos, ávidos, “aquisitivos”, facilmente influenciáveis e que desejam pertencer a alguma coisa, crer em alguma coisa, filiando-se a certas correntes de pensamento e padrões de acção. Essas pessoas não podem ser modificadas senão pela influência, a propaganda, o oferecimento de novas formas de condicionamento. Mas a mente religiosa diz-lhes que se despojem, interiormente, de tudo. Porque é só em liberdade que se pode descobrir o que é verdadeiro a Verdade, Deus. A mente que crê nunca descobrirá o que é verdadeiro ou se existe Deus; só a mente livre pode descobri-lo. E para sermos livres, temos de penetrar todas as servidões que a mente a si mesma impôs. Isto é dificílimo, pois requer muita penetração, exterior e interiormente.

 

 

 

 

 

 

Quase todos, sabemo-lo, andamos às voltas com o sofrimento. Sofremos de uma ou de outra maneira, física, intelectual, ou interiormente. Somos torturados e nos torturamos a nós mesmos. Conhecemos o desespero, e a esperança, e o medo sob todos os seus aspectos; e nesse vórtice de conflito e contradições, preenchimentos e frustrações, ciúmes e ódio, debate-se a mente. Aprisionada que está, sofre, e todos sabemos que sofrimentos são estes: o sofrimento ocasionado pela morte, o sofrimento da mente insensível, o sofrimento da mente muito racional e intelectual, que conhece o desespero, porque reduziu tudo a pedaços e nada mais lhe resta. A mente sofredora faz nascer várias filosofias do desespero; busca refúgio através de numerosas vias de esperança, confiança, conforto, através do patriotismo, da política, das argumentações verbais, das opiniões. E para a mente sofredora existe sempre uma igreja, uma religião organizada pronta a acolhê-la e torná-la mais embotada ainda, com suas promessas de consolo.

 

 

 Krishnamurti



publicado por Sou às 16:23

 

 

 

A mente religiosa, é capaz de observar as coisas externas com clareza, lógica e precisão, mas também, graças ao auto conhecimento, ela se tornou interiormente tranquila, de uma tranquilidade que tem seu movimento próprio. E dissemos que essa mente religiosa se acha, por conseguinte, num estado de revolução constante. Não estamos interessados em nenhuma espécie de revolução parcial, nenhuma revolução comunista, socialista ou capitalista. Os capitalistas, em geral, não desejam revolução alguma, mas os outros a desejam; e a revolução deles é sempre de natureza parcial — económica, etc. Mas a mente religiosa promove a revolução total, não só interiormente, mas também exteriormente; e, no meu sentir, só a revolução religiosa, e nenhuma outra, pode resolver os múltiplos problemas da humana existência.

 

 

E que pode fazer essa mente? Que podemos fazer, vós e eu, como dois indivíduos, neste mundo monstruoso e insano? Que pode fazer uma mente religiosa?

 

Instituição Cultural Krishnamurti



publicado por Sou às 16:20

 

Interiormente,  mentalmente, psicologicamente, somos em geral muito vulgares, limitados, sob o peso dos conhecimentos adquiridos e da interpretação mental das nossas experiências sob o prisma das nossas crenças e dos nossos dogmas. E temos tantos problemas — problemas de relação, problemas que surgem na vida de cada dia — o que se deve fazer e o que se não deve fazer, o que se deve crer e o que se não deve crer,  a interminável busca de conforto, segurança e de um meio de fuga ao sofrimento — temos tantos problemas que, se os víssemos todos, em conjunto, poderíamos perder as esperanças. Assim, evidentemente, o que se torna necessário, o desejável e essencial é uma mente nova; porque, em verdade, tudo o que tocamos faz surgir um novo problema.

 

 

 Precisamos de uma mente religiosa, uma mente que se depurou de todas as crenças e de todos os dogmas; esta mente é capaz de um percebimento, uma compreensão interior que dá uma certa tranquilidade, serenidade. E, quando a mente está interiormente tranquila, há intenso percebimento de tudo o que se passa fora dela. Isto por que, compreendendo todos os conflitos, frustrações, perturbações, agitações e sofrimentos interiores, ela está serena e, por conseguinte, exteriormente ela se torna intensamente activa, com todos os sentidos bem despertos, capaz, portanto, de observar sem nada desfigurar, de seguir cada facto de maneira não tendenciosa.

 

 

 

 

 

 Krishnamurti



publicado por Sou às 16:15
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